Tradução da Revista Funswant nº 24, Taiwan [TW]


Parte 1


Sabemos que muito fãs querem desesperadamente gritar "Tokio Hotel, amo vocês!". Por isso conseguimos uma entrevista exclusiva para vocês. Depois da photoshoot e da entrevista chegamos à conclusão de que, o Tokio Hotel é tãooooooo incrivelmente legal que não é difícil compreender o porquê de se terem tornado o maior símbolo rock de uma Alemanha contemporânea.
Bem vindos a Taiwan. É um grande prazer poder fazer uma entrevista exclusiva com vocês, para nossos imensos leitores. Em comparação com a música de Taiwan, o múltiplo desenvolvimento da música alemã manifesta-se em diferentes campos há bastante tempo. Podem explicar-nos a situação atual da indústria musical alemã? Como é que os jovens músicos podem encontrar uma maneira de se destacarem?
Tokio Hotel: Oh, na Alemanha, é extremamente difícil os jovens músicos serem bem sucedidos. A música estrangeira (em especial os artistas americanos) dominou as tabelas alemãs, por isso há pouquíssimas hipóteses para as novas bandas. Tem de ter muita sorte para ter nem que seja a oportunidade de ser bem sucedido. O que é ainda digno de nota é a dificuldade que as bandas alemãs têm quando querem exportar para outros países.



O Tokio Hotel transformou-se num pequeno fenômeno por todo o mundo. Quais os padrões que usam para comunicar uns com os outros?
Tokio Hotel: Todos nós vivemos no Norte da Alemanha, e isso é bom quando queremos escrever músicas. A maior parte das músicas e das letras são criadas pelo Bill e pelo Tom, e depois fazemos as demos no seu estúdio caseiro. Basicamente é isso.

Claro que agora já não tem que se preocupar em encontrar fãs, mas e no início? Podem contar-nos algumas situações de quando atuavam em Magdeburgo, essa pequena cidade na Alemanha Oriental?
Tokio Hotel: No início, tínhamos atuações marcadas todos os finais-de-semana. Éramos muito jovens, por isso estávamos delirantes com a idéia do nosso trabalho ser a música. O que interessava era manter-nos afastados dos professores e dos pais. Faziamos pouco dinheiro, mas ainda assim era uma forma de vida especial.

Parece que, no local onde vocês cresceram é de alguma forma difícil desenvolver uma cultura popular. Vocês começam num local assim e agora tornaram-se nesta banda famosa admirada por fãs histéricos. Qual foi o maior obstáculo ao longo deste percurso?
Tokio Hotel: Depois de nos tornarmos muito famosos, a maior dificuldade é conseguir manter a vida privada. Não te sente livre como o resto das pessoas, não pode ter o prazer de ir às compras. Tirando isso, passa a maior parte do seu tempo com a banda: atuando, fazendo promoção, é sempre andar. O tempo pessoal torna-se cada vez menos.

Relativamente ao nome da banda, de Black Question Mark à Devilish, e depois Tokio Hotel, podem partilhar conosco as histórias ligadas a estes três nomes?
Tokio Hotel: Ahahah, essa é uma parte engraçada, até sabem o nome Black Question Mark, aquele que inventamos quando tinhamos 7 anos! Para ser honesto éramos muito novos, e não éramos muito inteligentes. Fomos vendo no dicionário e achamos que Black Question Mark era legal, por isso ficou como nome da banda. Com cada vez mais atuações depois de 10 anos, pensamos para nós que precisamos de um nome mais apropriado. Então, nós quatro fundamos finalmente a nossa banda, e pensámos que precisávamos de um nome mais sério, por isso mudamos para Devilish. Por fim, o nome foi mudado para Tokio Hotel, principalmente porque gostamos de Tóquio, e estamos sempre em hóteis devido à quantidade de shows. E daí vem o Tokio Hotel.

Vocês viajam por todo o mundo. Que local ou show mais impressionou vocês? Por exemplo, ações de fãs ou o entusiasmo que sentiram. E porquê?
Tokio Hotel: Honestamente, na maioria dos locais os fãs são muito entusiasmantes, o que nos surpreende. Se tivéssemos de decidir, durante a turnê européia, havia um grupo de fãs mais hardcore que estavam em todos os shows, em cada país e cidade, e estavam sempre na fila da frente. Ficamos muito impressionados e comovidos com eles.

Tendo tanta experiência em palco, já aconteceu alguma coisa estranha enquanto atuavam?
Tokio Hotel: Ahahah, muitas delas. Uma vez num show, tinha acabado de começar e eu estava andando e cantando, descuidei-me e caí do palco. E houve outra vez, em que demos um show num local mais pequeno, por isso as instalações não eram das melhores. O palco partiu-se e atingiu um fã no olho. E uma vez em França, num show ao ar livre, o Bill subiu em uma estrutura de ferro para atuar e sem querer caiu. Acontecem muitas vezes coisas dessas quando estamos atuando ao vivo.

Falando agora de outros interesses e passatempos além da música.
Tokio Hotel: Uma vez que a maior parte do nosso tempo é ocupado pelo trabalho, nos limitamos a dormir quando temos tempo livre. De um modo geral, somos todos preguiçosos, e não costumamos dormir o tempo necessário. Por isso limitamos a dormir. Além disso? Porque estamos sempre todos juntos, compramos muitos DVDs e vemos juntos. Claro, também passamos muito tempo escrevendo músicas. Oh, o Tom tem um belo carro esportivo e ele gosta de dirigir a toda a velocidade. Normalmente na Alemanha não há limite de velocidade nas auto-estradas. O Tom interessa-se por corridas.

Se pudessem colaborar com qualquer pessoa (ou grupo), do passado ou do presente, nacional ou internacional, para fazer alguma coisa, quem escolheriam e o que fariam?
Tokio Hotel: O Aerosmith.

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